segunda-feira, 20 de abril de 2015

Poesia: Paraíso Perdido


Que paraíso! Que paisagem!

O contorno suave das montanhas;

O doce barulho das palhas dos coqueiros;

O azul anil do horizonte majestoso.

As gaivotas flutuam ao sabor da brisa...

E as ondas calmas e espumantes

Deixam na praia: estrelas-do-mar, 

conchas, búzios, garrafas, plásticos, vidros...

Suprecílio Barros é filho de Grajaú, bacharel em Direito pela Universidade Católica de Brasília - UCB, servidor concursado da Câmara dos Deputados, Presidente da Associação da Polícia do Congresso Nacional – APCN e colunista do Jornal Grajaú de Fato

Compartilhar no Google Plus
Todo o conteúdo exposto por comentários nas matérias deste site é de responsabilidade de seus respectivos autores. O Jornal Grajaú de Fato não se responsabiliza pelas opiniões pessoais de seus leitores.

Comentários

Artigo: Grajauenses, cidadãos incompletos nos 204 anos de Grajaú



FÚLVIO COSTA
Os cidadãos de quaisquer sociedades são portadores de garantias e privilégios do direito internacional e das constituições nacionais: liberdade individual, livre pensamento e fé, liberdade de ir e vir, liberdade de palavra, direito à justiça e à propriedade, direito ao trabalho, à educação e à saúde.

A cidadania é salvaguardada por três direitos: civis, políticos e sociais. Analisando esses três tipos e, considerando que a cidadania consiste na sua conquista, o grajauense, infelizmente, é um cidadão incompleto, principalmente do ponto de vista dos direitos sociais. São eles: direito à saúde, à educação básica, a programas habitacionais, transporte coletivo, previdência, acesso ao sistema judiciário, previdência, lazer.

Mesmo que reconhecidos como direitos dos cidadãos apenas no século passado, em Grajaú vemos a usurpação da maioria deles. Na saúde temos o exemplo da maternidade do Hospital São Francisco de Assis, fechada desde 12 de janeiro por falta de organização política e diálogo. É um direito básico negado às classes pobres que representa a grande fatia da população de Grajaú e Região. O jurista e ex-ministro da Fazenda no Governo Itamar Franco, Rubens Ricupero diz que “qualquer sociedade será julgada pela maneira como trata os mais pobres, os mais frágeis, os mais vulneráveis. Esse é o sentido principal da ação política”.

Na educação, algumas escolas da rede pública municipal na zona rural ainda não deram início ao ano letivo. Até o básico nos falta. O transporte coletivo funcionou quatro meses no município em 2014 e, mesmo com 66 mil habitantes, Grajaú continua refém apenas dos serviços de mototaxi, com valores de viagens sem nenhuma regulação.

Direito ao lazer. Começamos a aproveitá-lo com o Estádio Municipal. Obra que levou décadas para ser concluída e só agora tem as portas abertas à população. Temos também o campo soçaite da Cidade Alta. Mas esse direito fica apenas no futebol. Fora isso, não temos uma praça digna que ofereça lazer: aparelhos para exercícios, quadras poliesportivas, parquinhos para crianças.

Na prática, temos menos direitos ainda...



A reflexão torna-se ainda mais “injusta” para nós grajauenses quando analisamos que, mesmo sendo detentores de poucos direitos, ou seja, cidadãos incompletos, a cidadania é dividida ainda em formal e real. A formal refere-se àquela garantida constitucionalmente, mas, mesmo prevista em lei, para usá-las, os indivíduos têm de lutar por elas.

A cidadania real é aquela usufruída no dia a dia. É a partir dela que podemos dizer que temos uma sociedade igual. Mas na prática não é assim em quase nenhum lugar. Basta comparar a educação que o Poder Público nos oferece com a particular desfrutada pelas classes mais abastadas. Será que os alunos de uma e outra têm condições de competir em igualdade? Este é um exemplo de cidadania formal conquistada (direito à educação), mas na prática, a cidadania real é injusta, pois possibilita a estruturação desigual da sociedade. Claro que o aluno da escola particular terá chances reais de melhor êxito na vida.

Por tudo isso é que o grajauese, nos 204 anos de Grajaú, ainda é um cidadão incompleto. Segundo o sociólogo e historiador mineiro, José Murilo de Carvalho, o cidadão pleno é titular dos três direitos; o incompleto possui apenas alguns direitos e os não-cidadãos não gozam de nenhum direito.

*Fúlvio Costa é jornalista. Leia mais em www.fulviocosta.com

Compartilhar no Google Plus
Todo o conteúdo exposto por comentários nas matérias deste site é de responsabilidade de seus respectivos autores. O Jornal Grajaú de Fato não se responsabiliza pelas opiniões pessoais de seus leitores.

Comentários

domingo, 19 de abril de 2015

Moto se choca com caminhão em ultrapassagem na BR-226



Os jovens Maurinha Santos e Antoniel foram vitima de acidente ao tentarem ultrapassagem perigosa na BR-226, ladeira do Canoeiro.

A moto Honda Biz se chocou com um caminhão baú. As vitimas foram socorridos pela equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) e encaminhados para o Hospital Geral de Grajaú.


Maurinha, ex-mulher do DJ Fernandinho e residente na Rua da Extrema, ainda foi transferida para Socorrão de Imperatriz-MA, mais faleceu às 5h.

O acidente aconteceu por volta das 21h deste domingo (19), no trecho entre a Motoca Honda e a Churrascaria Nosso Canto.



Compartilhar no Google Plus
Todo o conteúdo exposto por comentários nas matérias deste site é de responsabilidade de seus respectivos autores. O Jornal Grajaú de Fato não se responsabiliza pelas opiniões pessoais de seus leitores.

Comentários

A pedido do MP, processo seletivo para contratação de servidores municipais é suspenso, mas prefeito recorre da decisão


Após ajuizamento de Ação de Obrigação de Não Fazer pelo Ministério Público do Maranhão, acatada pelo Dr. Silvio Alves do Nascimento, juiz titular da Primeira Vara da Comarca de Grajaú, o Poder Judiciário deferiu a liminar pleiteada, determinando a imediata suspensão do processo seletivo que seria realizado neste domingo, 19, no município de Grajaú.

Com o seletivo, o Município objetivava selecionar aproximadamente mil candidatos, que seriam contratados precariamente para ministrarem aula na rede pública municipal de ensino.

Na ação, o promotor de justiça Crystian Gonzalez Boucinhas, titular da 2ª Promotoria de Justiça de Grajaú, formulou seu pedido com base na necessidade de se observar a regra constitucional que exige o concurso público para ingresso na Administração Pública, bem como na Ação Direta de Constitucionalidade (ADI), que tramita no Tribunal de Justiça, na qual foi declarada liminarmente a inconstitucionalidade de leis do Município de Grajaú que autorizam contratos temporários.

Segundo o promotor, "o Município há muito vem deturpando a regra que permite a contratação por excepcional interesse público, utilizando contratações precárias como regra, e não como exceção, como deveria ser".

Em comunicado, o prefeito Júnior Otsuka disse considerar a decisão judicial e informou os candidatos inscritos que não haverá aplicação da prova neste domingo (19). O calendário de eventos foi suspendido até que sejam concluídas as demais deliberações da justiça. O prefeito ainda informou que está recorrendo da decisão e, “havendo suspensão da referida liminar, o processo seletivo poderá ocorrer em outra data a ser publicada”.



Compartilhar no Google Plus
Todo o conteúdo exposto por comentários nas matérias deste site é de responsabilidade de seus respectivos autores. O Jornal Grajaú de Fato não se responsabiliza pelas opiniões pessoais de seus leitores.

Comentários

Artigo: Resenha do filme "A Vida é Bela": a vitória do amor sobre o ódio


FÚLVIO COSTA
A Vida é Bela (La Vita è Bella), filme italiano de 1997, dirigido e protagonizado por Roberto Benigni (Guido Orefice), do gênero comédia dramática, literalmente corresponde à proposta ousada do seu título. A história se passa a partir de 1939 na Itália de Mussolini que liderava os facistas. Era também o início da 2ª Guerra Mundial em que a Alemanha de Hitler comandava os nazistas e avançava sobre diversos países europeus.

Guido é um judeu solteiro que mora no campo. Ao se mudar para a cidade com o primo Eliseo Orefice (Giustino Durano), conhece a liberdade da cidade, aprende pequenas trapaças, encanta as mulheres com seu jeito brincalhão e inteligente de ser e conhece a perseguição que passaria a sofrer dali por diante os judeus pelos nazistas. Guido é a beleza da vida em pessoa; espécime raro que vive cada momento como se fosse o último e, para essa aventura da vida conquista para os seus braços, Dora (Nicoletha Braschi) com quem tem um filho, Giosué Orefice (Giorgio Cantarini).

Levado para um campo de concentração com o filho, a esposa e demais familiares, Guido usa da esperteza das ruas para salvar sua família dos nazistas. Convence o pequeno Giosué, de apenas cinco anos, que estão ali participando de um jogo que tem como prêmio um tanque de guerra novinho. É o único trunfo que dispõe para preservar o filho dos horrores daquele lugar sombrio, sujo, desumano. Guido trabalha dia e noite, forçado pelos nazistas, mas não perde o humor para proteger o filho e sempre tem uma resposta para dar a Giosué, quando chega ao cativeiro no fim do dia.

Um clássico do cinema mundial, A Vida é Bela simboliza a vitória do bem sobre o mal, da fé sobre a dúvida, do amor sobre o ódio. O sacrifício de Guido foi válido, pois ele conseguiu a vitória prometida ao filho desde o início do “jogo”. Os mil pontos são alcançados e como que por um milagre, o pequeno Giosué sai ileso, fisicamente da guerra, mas com a memória marcada para sempre, sobretudo pelo amor, inteligência e coragem do pai. Raridade no cinema mundial, o clássico é um filme para rir e chorar ao mesmo tempo, feitos só alcançados graças às geniais atuações de Benigni e Cantarini, revestidas de um roteiro impecável: objetivo e ao mesmo tempo rico em detalhes de imagens e conteúdo.

*Fúlvio Costa é jornalista. Leia mais em www.fulviocosta.com

Compartilhar no Google Plus
Todo o conteúdo exposto por comentários nas matérias deste site é de responsabilidade de seus respectivos autores. O Jornal Grajaú de Fato não se responsabiliza pelas opiniões pessoais de seus leitores.

Comentários

Artigo: O que não se Diz



ALINE LIMA RODRIGUES
Você já parou para pensar em quantas verdades se escondem por trás de respostas dadas para perguntas aparentemente comuns feitas em nosso cotidiano?

Respostas dadas automaticamente, sempre um tom de naturalidade, sem nenhuma palavrinha diferente, mas que muitas vezes trazem um sentimento camuflado em frases evasivas, que conscientemente ou não, disfarçam a realidade.

Nem todo “eu não estou nem aí”, por exemplo, é somente indiferença, muitas vezes é também sentimento, mágoa de quem se deu por vencido e por descrença ou cansaço desistiu de demonstrar que se importa.

Por trás de um “tudo bem” pode haver tristeza e dor, de um “estou brincando” muita verdade e seriedade, de um “não sei”, muito conhecimento assim como de um “estou sabendo” a mais profunda ignorância, de um “nada não”, uma infinidade de um tudo qualquer, de um “eu te amo” apenas costume, de um “também” nenhuma reciprocidade e de um “me esqueça”, a mais sincera vontade de ser lembrado, querido e desejado.

Então por que motivo dizemos coisas que não expressam o que queremos, sentimos e pensamos? Sadismo de ver o sofrido e quase sempre inútil esforço do outro em tentar adivinhar o que se passa conosco? Masoquismo pela óbvia frustração desse esforço resultar em não sermos compreendidos?
Cada um de nós com a sua bagagem, sua história emocional, seus problemas, suas angústias e desejos, sonhos e decepções, traz em si a expectativa de que os outros possam nos enxergar e compreender sem que nada precise ser dito, e de certa forma talvez algumas coisas não existam mesmo para serem ditas, mas percebidas.

Mais uma das grandes contradições humanas, queremos ser vistos, percebidos, mas nos escondemos o tempo todo. Desejamos a compreensão alheia, enquanto somos mais do que alheios e negligentes em nos fazermos compreender.

Está certo que sair falando tudo sem o menor filtro seria o caos na terra, mas convenhamos tanta solenidade e falta de profundidade não salvam ninguém do imenso caos interno que vez ou outra se instala em nossas mentes e corações.

A capacidade de percepção perante o que não dissemos pode ser algo muito frustrante. Sagacidade e sensibilidade não se encontram tão facilmente por aí meus queridos.

Buscamos a compreensão para nos trazer apoio e o alento de podermos contar com mais alguém além de nós mesmos, ser compreendido e estar menos sozinho.

Claro que as chances de não ocorrerem nenhuma identificação ou o menor entendimento são assustadoramente reais, mas talvez o que realmente nos amedronte seja justamente a possibilidade dessa compreensão realmente vir a acontecer, de alguém de fato conseguir nos desvendar.
O que sobraria de nós, além da gente mesmo, pra contar não é?

E falar da gente, sem a proteção de disfarces é algo que requer coragem para encarar a exposição e acima de tudo, uma aceitação segura e generosa de nós mesmos.

Então, meus amigos, que possamos ir além da superficialidade e do receio de verbalizar as nossas ideias, vontades e sentimentos.

Que tenhamos boas e sinceras respostas para oferecer, e que os demais não precisem sempre ficar mais atentos para o que deixamos de falar, que nos deixemos compreender, mas quando a opção for não dizer, que seja por escolha e nunca por omissão de nós mesmos ou por qualquer tipo de receio. Estamos entendidos?

*Aline Rodrigues é funcionária pública no Detran-DF. Filha do grajauense João Éden Rodrigues Lima. 

Compartilhar no Google Plus
Todo o conteúdo exposto por comentários nas matérias deste site é de responsabilidade de seus respectivos autores. O Jornal Grajaú de Fato não se responsabiliza pelas opiniões pessoais de seus leitores.

Comentários

sexta-feira, 17 de abril de 2015

Promoção Madrugadão Paraíba



Compartilhar no Google Plus
Todo o conteúdo exposto por comentários nas matérias deste site é de responsabilidade de seus respectivos autores. O Jornal Grajaú de Fato não se responsabiliza pelas opiniões pessoais de seus leitores.

Comentários